[ 18/07/2010 ]  João 21: 1 a 17

1.       Depois disto manifestou-se Jesus outra vez aos discípulos junto do mar de Tiberíades; e manifestou-se assim:

2.       Estavam juntos Simão Pedro, e Tomé, chamado Dídimo, e Natanael, que era de Caná da Galiléia, os filhos de Zebedeu, e outros dois dos seus discípulos.

3.       Disse-lhes Simão Pedro: Vou pescar. Responderam-lhe: Nós também vamos contigo. Saíram e entraram no barco; e naquela noite nada apanharam.

4.       Mas ao romper da manhã, Jesus se apresentou na praia; todavia os discípulos não sabiam que era ele.

5.       Disse-lhes, pois, Jesus: Filhos, não tendes nada que comer? Responderam-lhe: Não.

6.       Disse-lhes ele: Lançai a rede à direita do barco, e achareis. Lançaram-na, pois, e já não a podiam puxar por causa da grande quantidade de peixes.

7.       Então aquele discípulo a quem Jesus amava disse a Pedro: Senhor. Quando, pois, Simão Pedro ouviu que era o Senhor, cingiu-se com a túnica, porque estava despido, e lançou-se ao mar;

8.       mas os outros discípulos vieram no barquinho, puxando a rede com os peixes, porque não estavam distantes da terra senão cerca de duzentos côvados.

9.       Ora, ao saltarem em terra, viram ali brasas, e um peixe posto em cima delas, e pão.

10.    Disse-lhes Jesus: Trazei alguns dos peixes que agora apanhastes.

11.    Entrou Simão Pedro no barco e puxou a rede para terra, cheia de cento e cinqüenta e três grandes peixes; e, apesar de serem tantos, não se rompeu a rede.

12.    Disse-lhes Jesus: Vinde, comei. Nenhum dos discípulos ousava perguntar-lhe: Quem és tu? sabendo que era o Senhor.

13.    Chegou Jesus, tomou o pão e deu-lho, e semelhantemente o peixe.

14.    Foi esta a terceira vez que Jesus se manifestou aos seus discípulos, depois de ter ressurgido dentre os mortos.

15.    Depois de terem comido, perguntou Jesus a Simão Pedro: Simão Pedro: Simão, filho de João, amas-me mais do que estes? Respondeu- lhe: Sim, Senhor; tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta os meus cordeirinhos.

16.    Tornou a perguntar-lhe: Simão, filho de João, amas-me? Respondeu-lhe: Sim, Senhor; tu sabes que te amo. Disse-lhe: Pastoreia as minhas ovelhas.

17.     Perguntou-lhe terceira vez: Simão, filho de João, amas-me? Entristeceu-se Pedro por lhe ter perguntado pela terceira vez: Amas- me? E respondeu-lhe: Senhor, tu sabes todas as coisas; tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta as minhas ovelhas.

 

O que vemos neste texto é uma ação consolidadora de Jesus, resgatando uma parte da equipe de 12 que havia se desviado do propósito central de suas vidas: serem como Jesus disse, pescadores de homens.

         Para isto eles foram escolhidos, para isto estavam sendo treinados há três anos e meio.

         Havia em meio às multidões, pessoas que eles haviam ganhado para Cristo, pessoas que estes sete discípulos deveriam consolidar, mas numa breve ausência do líder, eles deixaram as células, as pessoas, e foram fazer aquilo que já não faziam há três anos: foram pescar no mar da Galiléia.

         Aparentemente, poderiam estar apenas desejando relaxar, aliviar as tensões vividas durante e após a morte de Jesus.

         Não estavam fazendo aquilo absolutamente por pensarem que Jesus estivesse morte, pois já o haviam visto ressurreto por duas vezes. Qual era então o motivo daquela atitude descomprometida, de lideres tão importantes na equipe de Jesus, como Pedro, Tiago e João?

         Jesus discerniu o motivo de estarem desmotivados em relação ao trabalho ministerial, não estavam ainda consolidados na essência da sua chamada que era o amor.

         Por isso, numa atitude de amor, Jesus foi atrás deles preparou uma fogueira para, que se aquecessem e um jantar para que recuperassem as energias perdidas numa noite de pesca, onde não apanharam nada. Ainda orientou a realização de uma pesca milagrosa, para que não saíssem frustrados de sua aventura.

         Quando chegou o momento do confronto e da cura, Jesus se dirigiu ao líder daquele grupo: Pedro (pois ele influenciava os outros) e foi direto ao ponto frágil dizendo: Simão, filho de Jonas, amas-me mais do que estes outros?

         O fato de chamá-lo de Simão denuncia justamente a realidade espiritual de que Pedro ainda não estava firme.

         Ainda oscilava como a cana, o junco, pois é isto que significa o nome Simão (inconstante).

         Pedro ainda não estava totalmente vinculado em amor ao mestre e a chamada de fazer discípulos, por isso se não fosse consolidado, se desviaria facilmente de uma missão que só estava começando.

         Jesus por três vezes insistiu com Pedro em duas questões: se Pedro o amava, e se Pedro amava as vidas a ponto de dedicar-se a cuidar delas, condicionando uma coisa a outra, ou seja, se você de fato me ama, então cuide das vidas pelas quais eu dei a minha vida na cruz.

         Pedro e os outros se arrependeram e retornaram a cuidar de seus discípulos e de suas células (a comissão dos 12 discípulos) batizada de pentecostes.

         Neste episódio Jesus levou seus discípulos a refletirem como estava o coração deles em relação a Deus, ao líder e ao ministério para o qual tinham sido escolhidos por Deus.

         Hoje Jesus está fazendo o mesmo conosco, nos fazendo pensar em o quanto amamos ao Senhor, em o quanto estamos preocupados em agradá-lo.

         Há pessoas que estão na Igreja, não porque amam a Deus, mas porque querem aquilo que Deus possa lhes dar.

         Outros simplesmente se acostumaram a uma vida religiosa, sem que arda em seu coração a chama do verdadeiro amor.

         Outros já foram muito apaixonados, mas o pecado roubou-lhes a alegria de viverem com Deus e para Deus, se tornaram frios, sem fé, sem entusiasmo com a obra de Deus, como aconteceu com Pedro.

         Lembre-se que Pedro alguns dias antes deste momento, havia declarado que morreria com Cristo se preciso fosse, e agora o negava pela quarta vez.

         Não podemos esquecer o versículo que diz: Quem está de pé cuide-se para que não caia e também do que diz: aquele que é santo continue a santificar-se.

         Precisamos vigiar continuamente, sondar nosso coração e suas motivações, que às vezes são enganosas, como ocorreu com metade da equipe de Jesus.

         Estes homens não eram pós-encontristas, mas discípulos que ocupavam já uma posição de liderança e mesmo assim estavam vivendo um sutil e sorrateiro contra-ataque do próprio coração.

         Hoje é um dia dedicado a auto-exame e mudança de postura, pois o que Jesus reservou para nós é muito bom e muito grande, é uma tremenda recompensa e não seremos roubados, pois o mestre está vigiando por nós.

         Coloque um louvor suave e cite estes tópicos pausadamente, para que possam refletir:

         - É só para refletir e não sentir culpa, seja, porém, sincero diante do Espírito Santo.

         - O Quanto você ama a Deus (O Pai Celestial)?

         - O que você tem feito praticamente para demonstrar este amor?

         - O quanto você ama o seu Apóstolo e a sua Apóstola, que são seus pais na fé?

         - O quanto você ama o (a) Líder de sua equipe de 12, os que te acompanham dia a dia?

         - O quanto você ama os seus discípulos?

         - Você tem sido para eles o líder que gostaria de ter sobre você?

         - Você pode dizer que ama aqueles que estão perdidos?

         - O que você tem feito efetivamente por eles?

         - Você tem o hábito de orar por salvação?

         Todas as perguntas não têm o objetivo de nos oprimir, mas de nos lembrar que o vínculo que realmente nos une à Deus é o amor, e que sem amor, nossa chamada não se cumpre e nosso ministério não se desenvolve.

         O amor é o que nos faz parecidos com Jesus, o amor é o que nos permite termos interesse por outras pessoas e não só por nós mesmos.

         Se a chama do amor não estiver acesa em nós, podemos nos afastar de Deus e das coisas de Deus com facilidade, substituindo-as por outras de menor valor como vaidades, futilidades e egocentrismos. (excesso de trabalho, idolatria á família)

         Só o amor gera entusiasmo e alegria em ganharmos vidas e nos dedicarmos a elas.

         Jesus perguntou a Pedro três vezes quanto o amava, porque Jesus queria tirá-lo do contexto de um amor teórico, para devolvê-lo ao exercício do amor com obras, o verdadeiro amor.

 

         Ore com seus doze pedindo que Deus aumente a chama do verdadeiro amor no espírito de toda a Igreja El Shaddai e que Jesus corrija todo desvio na vida dos 12, levando-os de volta ao centro do propósito: serem pescadores de homens.

 

         Um excelente discipulado para todas as gerações. Deus os abençoe e multiplique. Amamos vocês.

 



Fonte: Aps. Fábio e Claudia A. Abbud

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